domingo, 5 de abril de 2009

A competição que nunca ganhei.

Não é novidade que eu não tenho em meu quarto algumas medalhas, condecorações, troféus, prémios nas minhas estantes. A verdade é que eu nunca fui boa em competições, tanto individual quanto em grupo. Para mim sempre levei apenas na brincadeira, eu só queria me sentir bem. Ganhar...não sei se é tão importante assim.

Isso me afeta de forma tão direta, pois raramente vou atrás do que eu almejo, ou faço um esforço para conquistar algo. Não tomo riscos. E neste ponto da minha vida, no qual estou prestes a completar 16 anos daqui alguns dias, percebo que minha evolução, como ser humano, foi lenta e pequena. Nem sei se posso dizer que houve evolução.

Acontece que, ao parar e observar o que ocorria ao meu redor, percebi que muitas pessoas que eu julgava conhecer, mudaram tão bruscamente, que eu me senti estagnada e congelada em um momento, que eu não sinto vontade de sair, mas ao mesmo tempo eu sou levada, quero dizer, eu me deixo ir conforme o momento. Mas a escolha deveria ser minha. E eu escolhi, não escolher. É como se eu simplesmente assinalasse Nenhuma das Alternativas Anteriores.

Ao mesmo tempo eu sei que não posso continuar assim, nem pelo futuro previsível. Digo, o futuro que finjo prever. Solução? Pra começar, não sei se isso é um problema. Ou apenas uma característica da minha personalidade. Mas essa "característica" está, na verdade, me limitando. Pois sei que não posso continuar ou querer ser algo que não me beneficia.

E toda essa história me deixa vulnerável, na posição de caça, e nunca de caçador. E quando cantarei minha vitória? Mesmo ela estando longe, eu quero poder dizer que consegui isso com meu esforço. Ah, assim, até parece que as coisas vêm ( esse acento existe? ) fácil para mim, pelo contrário. E por esse motivo, muitas vezes elas nunca chegam.

Apesar de ter o meu objetivo estabelecido, os meios que procuro para chegar até lá não são os mais viáveis, e muitas vezes são tortuosos e isso me distrai do que havia planejado no inicio. E acabo demorando tempo demais para me fazer desistir. E Deus sabe, eu não gosto de desistir. Mas é a condição.

E para a desistência não ser mais uma opção, os riscos que devo tomar são maiores, o que me deixa assustada, já que sempre viso a segurança, pois sempre, as chances de perder e de me quebrar são muito maiores do que a chance de cumprir o estabelecido. Preciso de um alicerce mais firme, para que eu não precise mais ter medo de arriscar e de me machucar.
Eu sei que se eu cair, vou me levantar.

sábado, 4 de abril de 2009

Siga o Mundo.

A repressão dos meus desejos? Admito, bigodudo, o senhor tem razão. E não me acanho e logo digo que minha curiosidade é tamanha para saber mais sobre o que quer dizer, sei porém, que irei discordar e discutir, afinal, isso já faz parte de mim. E indubitavelmente (ah, santo dicionário) irei me contradizer, por vezes não por palavras, por atos, mas por pensamentos, e alguns deles que eu desconheço. E o que dirás disto? Seria meu id, meu ego, ou superego? Ou apenas eu querendo fingir algo, fazendo dos diálogos uma peça de teatro?

Sei que meus monólogos, os quais eu já me acostumei em escrever, me despem em vários sentidos, e expõem, ás vezes de maneira fosca, ás vezes de maneira bem clara, mais do que deveria até, tudo o que eu sinto, penso, e sou. E muito deles são baseados em minhas fantasias e meus sonhos, é aonde o bigodudo entra...

Ah bigodudo, se o senhor soubesse o meu interesse pelas tuas descobertas... Acho que nem faria tanta diferença, já que há muitos seguidores e discípulos espalhados por aí pregando teus pensamentos, e foi por meio destes que chegou até meus ouvidos, explicações e questões cujas precisava ouvir...

Como eu não levo a sério as palavras de pessoas ordinárias que me dizem tudo o que eu preciso ouvir, mas preciso sempre de uma explicação plausível e aceitável para isso, ter uma explicação comprovada em experiências e fatos, me fez perceber que não ajudará em nada tentar afogar, afugentar coisas que ela deveria saber. ela, ele, eles, aqueles...

Tudo o que eu reprimo, um dia me reprimirá... Eu preciso, pelo menos eu quero acreditar nisso, deixar as coisas fluírem naturalmente, ou interferir no curso, para que pareçam naturais. É tudo uma questão de instinto. O que você me diz disso, ahn? Confuso, pode ser. Faz sentido para quem vos dirige a palavra.

quarta-feira, 25 de março de 2009

conversa com o espelho.

Um dia chuvoso limita minhas opções de atividade, então eu fico lendo e relendo aquela carta ( se é que posso chamar de carta, já que nunca será entregue ao destinatário).

Eu nunca acho que está boa o suficiente.Eu sempre acho que poderia ter escrido mais. Ou melhor. Ou nãoter escrito nada. Me vejo então, empenhando a caneta à frente do papel. Um papel novo, limpo e bonito. O maior cuidado para não amassar, quero ele intacto, é de grande importância. Como se fosse minha própria carta de aforria. Mas estes tempos já passaram, a situação é outra, mas as condições são bem parecidas.

Encho meu pulmão de ar, com todas as silabas que ali pairavam, na esperança que formem palavras, frases, versos que façam algum sentido para você. Até então, não tive problemas.

O problema está na ordem, nas vírgulas, nos parágrafos. Nenhum curso de redação poderá curar isso. A pressa é tanta das palavras me fugirem e te encontrar, que uma atropela a outra, e a carta se torna redundante, confusa, e sem sentido.

O papel novo, limpo e bonito agora não passa de uma mancha azul no infinito do meu quarto -quatro paredes, um abajur, e tanto faz o resto- uma mancha azul.

É assim que posso resumir tudo oque pretendia, tudo o que sentia- Uma mancha azul no infinito que nos separa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Só de observar.

Oh me, Oh my.

Pois então, passou-se o Carnaval, e bem, amigos, acho que posso dizer que tive algumas aventuras nesses dias de folia, digo, foram situações pelas quais não havia passado anteriormente, como subir a serra com o carro guinchado, e para mim, foram marcantemente diferentes, entre essas e outras situações que agora no momento, não pretendo escrevê-las, afinal, não é sobre o Carnaval que desejo escrever sobre.

Como de costume de quando venho escrever crónicas, se é assim que posso dizer, sobre o meu dia, eu descubro, ou realizo alguma coisa que foi marcante para o dia, essa postagem não será diferente. Bem meu dia começou com uma sensação boa, acordei disposta, e fui para a escola disposta em ver meus amigos, e com toda essa disponibilidade, sobrou também para prestar atenção às matérias.

E ao decorrer das primeiras aulas, acabei ouvindo coisas que, na minha condição, foram mais do que agradáveis de ouvir, por outro lado, disse coisas por impulso que até a mim surpreenderam. E a quem mais poderiam surpreender? Mas com muita astúcia (uma palavra um tanto estranha, mas veio a minha cabeça e senti necessidade de utilizá-la) mantive ainda a calma para não deixar escapar coisas que não deviam e nem devem, ser ditas.

Porém, a reação que recebi foi muito ao contrário da qual eu esperava, foi positiva. E isso me deixou animada, dando continuidade ao meu dia que desde cedo havia começado bem. E não foi somente uma reação, foram duas, três, e a minha também.

Amanhã, um novo dia, e espero um tão bom quanto este, não houve nada demais. Mas foi bom. Foi especial.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A gente sente para aonde o vento leva;

É tudo igual e não tem como não falar de amor.♥

O vento afasta a esperança
E eu esperaria para sempre
Mas sei que não há retorno
É tão comum as pessoas se afastarem

Pra mim, ainda parece que você vai me ligar
E pedir para eu chegar logo
E vai me esperar na porta
Porque você quer conversar
Sobre todos os assuntos
E eu sei que eu não tenho argumento diante da melodia teatral da sua voz

Ei, meu infinito particular
Não se dissipe do encantamento modesto de seus olhares
E sorriso, e abraços que eu desejo serem todos meus
Que eu desejo o seu desejo...

Tão infeliz eu não te completar
- A satisfação momentânea faz jus ao nome

Minhas energias são todas gastas em qualquer risada, em palavras, em garrafas de cerveja ou a bebida mais barata
Eu me entupo de cigarros e meu estômago embrulha
Só de ver que você é um inteiro
E eu sou apenas meio.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pandora

February, 15th, 2009

A tragédia que eu tanto pedi, enfim teve início / eu aceito a condição de ter aberto a caixa / E acredite em mim quando digo que estou disposta a mudar a situação /

Não sabia do mal que minha presença pode causar / Eu não sou capaz de aceitar que fui eu que te deixei ao chão / Eu não sou capaz de aceitar que meu orgulho é o causador da tua dor / Não foi planejado dessa maneira

Peço perdão por ter vindo ao mundo e causa sua destruição / O caçador dessa vez sente o sofrimento da presa / A minha dor se confunde com o medo de enfrentar a vida fria da sala de estar / O que eu fiz, não tem perdão / Os erros estão feitos, e eu contribui para eles se espalharem

Uma vez que chorei por amor / Minhas lágrimas agora rolam de arrependimento/ De que adianta? Agora que eu dei o ponto final . / Eu não me orgulho de nenhuma palavra / E aposto que sua decisão não foi a mais sábia / Nenhuma de nós foi / Porém são justificáveis

O lobo agora tem consciência de seus atos / Mesmo racional, não posso mudar minha natureza homicida / E como vou mudar minha imagem?

Como vou parar de queimar essas almas e de destruir meu lar?

Embriaguez não pode ser a última saída / Eu não sei como essas cicatrizes poderiam não ser lembradas / Estão cravadas em meu peito / E dói dez vezes mais ver que são em você e não em mim / A imagem que nunca deixará minha existência / Se é que mereço continuar existindo . . .

E como me desculpar se as palavras não significam nada?
Perdão...
Desculpa minha culpa, quero aliviar sua dor
Perdão...
Eu não fiz por querer, e vejo agora porque não mereço o seu amor
Não digo nada da boca para fora, são sílabas que monto volutariamente e expontâneamente com o ar que puxo violentamente para meus pulmões e poder expelí-las da forma mais significante possivel.
Morro de medo de não ser capaz de te recompor.
Por favor, vamos começar de novo?
E dessa vez será mais fácil dizer
Eu te amo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Volta e meia;

Estou triste. Não melancolica, nem depressiva, só triste. Sinto que está faltando alguma coisa, e nada nem ninguém que eu tenha buscado pôde suprir essa falta, suprem momentaneamente, me deixando mais alegre, e me fazendo esquecer que estou um tanto cabisbaixa, e devido a essa minha tristeza tenho tido, digamos, uma crise existêncial, se é que posso dizer assim. E notei a poucos antes de escrever aqui, uma pessoa que eu sempre quis bem, só de olhar a foto do individuo soltei a frase "que vá para o inferno você e suas rosas". Pois bem, me arrependi.
Primeiro porque amo rosas. Segundo, bem, não há um segundo motivo.

Voltando a mim, porque eu quero que tudo gire em torno de mim e da minha crise existêncial,afinal foi para isso que comecei a escrever aqui, para contar dos meus problemas, e realmente eu poderia procurar um psicólogo ou analista ou teraupeuta que por fim acaba sendo a mesma porcaria, mas a única diferença entre escrever aqui e procurar um profissional, é que, o profissional é pago. E ele dá opiniões. A última coisa que eu quero é definitivamente opiniões, e acredito que estou em vantagem, já que sei que esse blog não é lá dos mais visitados, aliás, está bem longe disso.

Voltando ao assunto antes que surja outro desvaneio, ultimamente andei pensando muito no que uma vez me foi dito, que eu sou muito compreensiva. E fatos ocorridos ultimamente está me fazendo mudar essa minha postura, estou me opondo e mostrando minha opinião, eu não posso compreender apenas o que é me posto como "dever", oras estou, de coração, cansada. Só preciso de espaço, e de respirar, é muita pressão em cima de mim sobre tantas coisas... Acho que finalmente farei um post mais do fundo do coração sincero e direto...

Eu não sou tão forte assim, eu não sou tão capaz. Eu não quero essa vida que me foi imposta, eu quero o MEU caminho, são muitas coisas que estão jogando em cima de mim, que estão me exigindo, um emprego, academia, amigos novos, amigos antigos, o curso de inglês que eu não quero mais voltar, um curso de outra lingua, aula de guitarra, aquele colégio infeliz que suga todas minhas energias, vestibular, a banda, falta de dinheiro, meus pais, pára! Pára! Eu sou uma só, deixa eu fazer as coisas no meu ritimo, deixa eu tomar o meu tempo...

Poxa, eu sinto vontade de fazer tantas coisas, mas sob pressão quem vai fazer isso com satisfação? Eu não consigo, eu não mereço, eu não quero, e não desejo isso. Pra mim e pra ninguém.