E eu escreveria uma canção sobre o passado e os dias nublados sobre os tijolos amarelos, agora asfaltados.
Eu inventaria mais histórias sobre a chuva de manhã na janela, ou noites em qualquer lugar perdidos de alma e sem dinheiro para voltar.
Eu diria que me joguei ao mar e dei as coistas ao mundo que me exclui. Num barco as ondas, turbulência sem bússola, sem vela, sem mapa, é tanto mar... tanto mar e tanta sede.
Eu diria que Poseidon tem olhos verdes, e que sereias são anãs, mas meu bem, seria fácil descobrir que estou mentindo
Em qualquer conversa, eu diria, em uma mesa de bar, que eu escolhi nunca me apaixonar, e que minha vida se resume na alegria e nunca na rotina.
Eu sei que estou mentindo e que não sou capaz de assumir meu ciúmes e solidão a qualquer desconhecido e que não faz o menor sentido sentir falta de algo que nunca tive.
Derrubar lágrimas por um sorriso platônico, e rir da situação no espelho, é preciso paciência a aceitar o desespero, e a pena nos olhos de quem vê.
Eu sei o que estou perdendo,
Porque eu estou perdendo.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
4 anos
Volta a saudades como algo que nunca houvesse existido. Eu olho pra frente e vejo um passado que não me pertenceu. Uma heroína sem carácter, nem identidade. Foi um erro que cometi num silêncio que me atormenta. Eu passaria cem anos de solidão, apenas pra fugir da tormenta, da tempestade, da casualidade que me fez assim com medo e sem prazer.
Eu pediria pro Brasil me abandonar, que eu fosse ao mar em um lugar sem nacionalidade exercer qualquer porra que fosse, mas não ter que viver no caos que se diz civilizado, entre mentirosos putas e aidéticos. Parece até anti-ético, renegar minha pátria no ano da copa. Mas que orgulho é esse que se exalta uma vez a quatro anos? Se for pra viver de quatro em quatro anos melhor não viver, melhor não ser!
Eu falo com Deus, seu Senhor e espero respostas humanas, eu não sei o que quero mas sei o que peço. Sei o que espero e espero até demais o que já era para ter acontecido. É o pecado, é a preguiça de erguer uma bandeira invisível, tomar o ar e formar palavras de conforto para os necessitados de sentimento como eu e todos outros suicidas sociais.
Tapar os ouvidos em público fingir, não ouvir, ignorar o mundo e olhar o reflexo formado no óculos de sol importado. Podridrão forjada escondendo o vazio de um coração maltratado e englobado em cubo que acredita-se ter poder de alcançar o mundo todo.
Mentira!
O que alcança o mundo é a voz, é a palavra, é o som, é o conforto, e a vontade de saber do próximo e dizer de si mesmo, de se encontrar em outros hábitos e se enxergar em outros olhos, é sorrir por um sorriso, e alegrar-se por um segundo, sabendo só por saber, que somos 6bilhões em um só.
Eu pediria pro Brasil me abandonar, que eu fosse ao mar em um lugar sem nacionalidade exercer qualquer porra que fosse, mas não ter que viver no caos que se diz civilizado, entre mentirosos putas e aidéticos. Parece até anti-ético, renegar minha pátria no ano da copa. Mas que orgulho é esse que se exalta uma vez a quatro anos? Se for pra viver de quatro em quatro anos melhor não viver, melhor não ser!
Eu falo com Deus, seu Senhor e espero respostas humanas, eu não sei o que quero mas sei o que peço. Sei o que espero e espero até demais o que já era para ter acontecido. É o pecado, é a preguiça de erguer uma bandeira invisível, tomar o ar e formar palavras de conforto para os necessitados de sentimento como eu e todos outros suicidas sociais.
Tapar os ouvidos em público fingir, não ouvir, ignorar o mundo e olhar o reflexo formado no óculos de sol importado. Podridrão forjada escondendo o vazio de um coração maltratado e englobado em cubo que acredita-se ter poder de alcançar o mundo todo.
Mentira!
O que alcança o mundo é a voz, é a palavra, é o som, é o conforto, e a vontade de saber do próximo e dizer de si mesmo, de se encontrar em outros hábitos e se enxergar em outros olhos, é sorrir por um sorriso, e alegrar-se por um segundo, sabendo só por saber, que somos 6bilhões em um só.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Silêncio
Eu espero o silêncio porque cansei de ouvir a minha própria voz, mas eu prefiro falar sozinha a que ouvir besteiras. Mas na verdade o que eu mais quero é paciência e a verdade em um olhar.
Passaram-se dias que eu não tinha nada a dizer, sobre o que dizer, eu não sei, as palavras simplesmente se recusavam a se formar. Foi um período de greve de pensamentos, eles existiam, só estavam estagnados.
Mas quando eu falo, eu sou errada, e o silêncio em mim se tornou, melhor que nada. Aliás, este é o nada, a ausência de palavras, logo de sentimentos. Oh senhor! não...isso não. Eu posso não ter lágrimas, mas não permita que eu seja vazia por completo...
Eu tento falar, eu tento gritar, eu quero buscar e não me deparar com a decepção, encontrar algo que pulse e se encaixe no meu peito, que seja completo mas não completamente, e eu exijo demais, até nos defeitos eu preciso parar antes de me cansar... o que adianta se o que eu procuro é algo que eu crio?! Onde me encontro então? Senhor, senhor... por que ainda te clamo, se nenhuma resposta recebo?
Eu queria não ter medo de altura, e poder pular. Encontrar franqueza numa paz que não viesse de mim, a verdade que não fosse reflexo, e o contratempo da minha pulsação. Que tudo isso se resumisse no silêncio recíproco.
Passaram-se dias que eu não tinha nada a dizer, sobre o que dizer, eu não sei, as palavras simplesmente se recusavam a se formar. Foi um período de greve de pensamentos, eles existiam, só estavam estagnados.
Mas quando eu falo, eu sou errada, e o silêncio em mim se tornou, melhor que nada. Aliás, este é o nada, a ausência de palavras, logo de sentimentos. Oh senhor! não...isso não. Eu posso não ter lágrimas, mas não permita que eu seja vazia por completo...
Eu tento falar, eu tento gritar, eu quero buscar e não me deparar com a decepção, encontrar algo que pulse e se encaixe no meu peito, que seja completo mas não completamente, e eu exijo demais, até nos defeitos eu preciso parar antes de me cansar... o que adianta se o que eu procuro é algo que eu crio?! Onde me encontro então? Senhor, senhor... por que ainda te clamo, se nenhuma resposta recebo?
Eu queria não ter medo de altura, e poder pular. Encontrar franqueza numa paz que não viesse de mim, a verdade que não fosse reflexo, e o contratempo da minha pulsação. Que tudo isso se resumisse no silêncio recíproco.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Foi saudades, você e eu.
As cinzas de cigarro em um copo de café,
nada como 6 horas de espera pela saudade de mais de mês.
É a angústia de finalmente chegar.
E se meu coração parasse agora,
eu seria infeliz.
O relógio não é meu amigo, e nessas horas que eu queria que você fosse apenas uma memória,
e eu não desperdiçaria sonhos com você.
Eu fiquei em casa, e você onde estava?
Na minha sala tem um vaso intacto, uma flor murcha.
Fragmentos de papéis infestam o meu quarto, frases que eu escrevi para não esquecer (quando a hora chegasse)
E agora eu nem me lembro mais...
É a angústia da hora logo passar.
E nesse mês de saudade tanta coisa que eu quero ouvir da tua voz
Pedi mais um café para manter os olhos abertos, mas meu coração está à milhão.
Olho o relógio da estação,
e o meu, de pulso, está adiantado.
Eu acredito no que está mentindo ao meu favor.
Mais pessoas passam, e eu tento me distrair,
A chuva deixa o tempo sem pressa
Isso só me estressa
E nesse mês de saudade, tanta coisa aconteceu e eu queria te dizer
Meu sonho começou a trilhar, eu parei de mentir (tanto), estou sem grana e tive experiências ilegais, pensei ter sido assaltada, traí um amigo, me envolvi com quem mal conhecia.... Eu fiz desse mês uma aventura monótona.
É a angústia de quando você não está.
nada como 6 horas de espera pela saudade de mais de mês.
É a angústia de finalmente chegar.
E se meu coração parasse agora,
eu seria infeliz.
O relógio não é meu amigo, e nessas horas que eu queria que você fosse apenas uma memória,
e eu não desperdiçaria sonhos com você.
Eu fiquei em casa, e você onde estava?
Na minha sala tem um vaso intacto, uma flor murcha.
Fragmentos de papéis infestam o meu quarto, frases que eu escrevi para não esquecer (quando a hora chegasse)
E agora eu nem me lembro mais...
É a angústia da hora logo passar.
E nesse mês de saudade tanta coisa que eu quero ouvir da tua voz
Pedi mais um café para manter os olhos abertos, mas meu coração está à milhão.
Olho o relógio da estação,
e o meu, de pulso, está adiantado.
Eu acredito no que está mentindo ao meu favor.
Mais pessoas passam, e eu tento me distrair,
A chuva deixa o tempo sem pressa
Isso só me estressa
E nesse mês de saudade, tanta coisa aconteceu e eu queria te dizer
Meu sonho começou a trilhar, eu parei de mentir (tanto), estou sem grana e tive experiências ilegais, pensei ter sido assaltada, traí um amigo, me envolvi com quem mal conhecia.... Eu fiz desse mês uma aventura monótona.
É a angústia de quando você não está.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Motivos para mudar
Essas pessoas que se acham poetas, não conseguem encarar a realidade e distorcem qualquer verdade à seu favor, acreditam ser artistas e não são, são plagiadores que querem atenção. Eu não estou aqui pra jogar confeite em palhaços, a não ser que seja carnaval, e nem do carnaval eu sou muito fã, muito menos desses "carnavalescos" fora de época, independente da época, eu não gosto deles.
Eu nunca escrevi uma canção de amor, e nem que forjasse um romance eu conseguiria, e sinto asco de qualquer verso falso que ouço nas rádios. Nasci na época errada, eu queria ter vivido um evento épico, que fosse uma guerra, o descobrimento de algo que revolucionasse o mundo, que fosse um protesto, ou um romance trágico....Que fosse algo que eu me orgulhasse de ter visto, de ter vivido, de ter sido meu.
As palavras, hoje, viajam o mundo mais rápido do que nós evoluimos. E não damos valor a isso e pecamos por comodidade. Me prendo em meus próprios pensamentos porque quase não suporto ouvir a voz dos outros. É como se tudo que é dito, eu já ouvira antes, sinto falta, melhor dizendo, saudades, necessidades de surpressas. De ouvir, de ver, de tocar de sentir algo que me surpreenda. Entenda então o motivo de eu odiar os "autocondecorados poetas modernos", pois eles não surpreendem ninguém. Eles são plágio.
Eu prefiro só escrever, para ninguém ler, ou quem leia, me critique, me julgue, diga que sou ruim, que estou errada. Que isso me fará melhorar. Eu prefiro só escrever, pelo prazer de escrever, e não porque me acho capaz de escrever algo realmente digno. Eu prefiro continuar vivendo e falando mal do que não gosto, e escrever, descrever e apreciar tudo aquilo que eu gosto em viver.
Eu nunca escrevi uma canção de amor, e nem que forjasse um romance eu conseguiria, e sinto asco de qualquer verso falso que ouço nas rádios. Nasci na época errada, eu queria ter vivido um evento épico, que fosse uma guerra, o descobrimento de algo que revolucionasse o mundo, que fosse um protesto, ou um romance trágico....Que fosse algo que eu me orgulhasse de ter visto, de ter vivido, de ter sido meu.
As palavras, hoje, viajam o mundo mais rápido do que nós evoluimos. E não damos valor a isso e pecamos por comodidade. Me prendo em meus próprios pensamentos porque quase não suporto ouvir a voz dos outros. É como se tudo que é dito, eu já ouvira antes, sinto falta, melhor dizendo, saudades, necessidades de surpressas. De ouvir, de ver, de tocar de sentir algo que me surpreenda. Entenda então o motivo de eu odiar os "autocondecorados poetas modernos", pois eles não surpreendem ninguém. Eles são plágio.
Eu prefiro só escrever, para ninguém ler, ou quem leia, me critique, me julgue, diga que sou ruim, que estou errada. Que isso me fará melhorar. Eu prefiro só escrever, pelo prazer de escrever, e não porque me acho capaz de escrever algo realmente digno. Eu prefiro continuar vivendo e falando mal do que não gosto, e escrever, descrever e apreciar tudo aquilo que eu gosto em viver.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Sonho Grande
Meu coração está palpitando e não é de euforia, e nem efeito colateral de alucinóginos de drogaria. É de tristeza, que tem nome, é a vontade de chorar sem ter motivo, é querer vomitar as palavras que não existem, é passar a noite em claro e o dia também. É essa fantasia de que um dia tudo o que eu recuso por estância irá me acertar violentamente que eu nem conseguirei respirar. E eu não me importaria em perder a respiração por alguns instantes, e voltar a superfície consciente...
É essa falta de assunto que me incomoda, e coça minha garganta, e meus dedos se movem mais rápido que meus pensamentos, eu não consigo escrever... E eu tenho vontade de ensurdecer e ligo a distorção no último, e meus dedos doem, assim como meus olhos, e meu pulso inchado, mais algumas notas e eu faço uma melodia totalmente diferente, eu só preciso encontrar o tom certo. E eu não me interesso por cigarros e nem fazer o que é errado, eu só quero o que me dá prazer e não me importo com o que é legal o não, eu preciso me sentir bem.
Meu coração palpita com a ideia de que no espaço de 2 horas em um dia eu posso fazer a realização pessoal de uma vida inteira. Eu sonho grande quando fecho os olhos, e eu queria a chance de lançar estes sonhos no ar em voz alta e o peito aberto. O que tiver que me acertar, acertará, e eu quase me acostumei com a dor. Continua incomodando. E eu só falo sobre mim porque eu não tenho mais nada a dizer, veja, essas quatro paredes me sufocando.
Meu coração palpita com a possibilidade de qualquer novidade, e tudo o que eu vejo é tragédia. Eu quero um pouco de calma, mas o silêncio me apavora, eu quero um abraço que está distante, eu quero os lábios que não mais me pertencem, eu quero a surpresa de um dia comum, e não ser tão confusa em meus pensamentos. Os dias que vão embora, e eu continuo no mesmo lugar, o capitulo que parece que eu não quero completar.
É essa falta de assunto que me incomoda, e coça minha garganta, e meus dedos se movem mais rápido que meus pensamentos, eu não consigo escrever... E eu tenho vontade de ensurdecer e ligo a distorção no último, e meus dedos doem, assim como meus olhos, e meu pulso inchado, mais algumas notas e eu faço uma melodia totalmente diferente, eu só preciso encontrar o tom certo. E eu não me interesso por cigarros e nem fazer o que é errado, eu só quero o que me dá prazer e não me importo com o que é legal o não, eu preciso me sentir bem.
Meu coração palpita com a ideia de que no espaço de 2 horas em um dia eu posso fazer a realização pessoal de uma vida inteira. Eu sonho grande quando fecho os olhos, e eu queria a chance de lançar estes sonhos no ar em voz alta e o peito aberto. O que tiver que me acertar, acertará, e eu quase me acostumei com a dor. Continua incomodando. E eu só falo sobre mim porque eu não tenho mais nada a dizer, veja, essas quatro paredes me sufocando.
Meu coração palpita com a possibilidade de qualquer novidade, e tudo o que eu vejo é tragédia. Eu quero um pouco de calma, mas o silêncio me apavora, eu quero um abraço que está distante, eu quero os lábios que não mais me pertencem, eu quero a surpresa de um dia comum, e não ser tão confusa em meus pensamentos. Os dias que vão embora, e eu continuo no mesmo lugar, o capitulo que parece que eu não quero completar.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Visita
O ano passa e a saudade continua, é como se nunca tivesse mudado e ainda fossemos crianças no pátio do colégio.
E ver como mudamos, percebo que ainda somos crianças, fazemos brincadeiras infantis e jargões antigos. Frases que ainda existem, mas parece que perderam seu perfil encantador do tempo. É ver que podériamos nos encaixar, mas o tempo nos afastou.
Me deu vontade de te ligar. De ouvir sua voz, de sair e descobrir coisas novas, juntos. Fumar um cigarro pela primeira vez, escondidos e engasgar com a fumaça e rir disso. E não descobrir após anos que você está fumando loucamente, que sai pra beber todo final de semana e cometeu loucuras semi inconsciente.
Somos inconsequentes.
Saber que seus amigos são parecidos com os meus novos, porém diferentes. Os meus amigos tem sexualidade livre, bebem bebida barata, dormem na rua, gastam dinheiro ilegalmente, fogem de casa, se beijam por carência, selam amizade eterna em uma noite. Os seus são mais velhos e trabalham, saem de final de semana e te levam, você bebe as custas deles, seus pais confiam neles e em você, você vive as mesmas experiências que eu de forma diferente.
Me deu vontade de te ligar, botar o papo em dia, lembrar do que tinhamos em comum. Te encontrar em algum lugar, saber da sua vida.
O ano passou e 2010 só tem um motivo e um mesmo objetivo pra mim, eu queria que você participasse pelo menos uma vez desse espetáculo. Você que riu, e achou que era brincadeira de criança, mas eu quero viver em meio a instrumentos, estúdios e públicos. Vem me visitar. Eu posso te visitar? Uma tarde qualquer, você está livre esses dias?
A gente mora na mesma cidade, e eu não ouço de você há algum tempo. Você ainda está no mesmo colégio, que é perto do meu, e eu não tenho visto você. O ano começou e eu quero que esse ano seja diferente do passado. Que os dias sejam melhores e iguais. E que você não seja apenas mais um semi-conhecido. Eu não quero ser uma desconhecida.
E ver como mudamos, percebo que ainda somos crianças, fazemos brincadeiras infantis e jargões antigos. Frases que ainda existem, mas parece que perderam seu perfil encantador do tempo. É ver que podériamos nos encaixar, mas o tempo nos afastou.
Me deu vontade de te ligar. De ouvir sua voz, de sair e descobrir coisas novas, juntos. Fumar um cigarro pela primeira vez, escondidos e engasgar com a fumaça e rir disso. E não descobrir após anos que você está fumando loucamente, que sai pra beber todo final de semana e cometeu loucuras semi inconsciente.
Somos inconsequentes.
Saber que seus amigos são parecidos com os meus novos, porém diferentes. Os meus amigos tem sexualidade livre, bebem bebida barata, dormem na rua, gastam dinheiro ilegalmente, fogem de casa, se beijam por carência, selam amizade eterna em uma noite. Os seus são mais velhos e trabalham, saem de final de semana e te levam, você bebe as custas deles, seus pais confiam neles e em você, você vive as mesmas experiências que eu de forma diferente.
Me deu vontade de te ligar, botar o papo em dia, lembrar do que tinhamos em comum. Te encontrar em algum lugar, saber da sua vida.
O ano passou e 2010 só tem um motivo e um mesmo objetivo pra mim, eu queria que você participasse pelo menos uma vez desse espetáculo. Você que riu, e achou que era brincadeira de criança, mas eu quero viver em meio a instrumentos, estúdios e públicos. Vem me visitar. Eu posso te visitar? Uma tarde qualquer, você está livre esses dias?
A gente mora na mesma cidade, e eu não ouço de você há algum tempo. Você ainda está no mesmo colégio, que é perto do meu, e eu não tenho visto você. O ano começou e eu quero que esse ano seja diferente do passado. Que os dias sejam melhores e iguais. E que você não seja apenas mais um semi-conhecido. Eu não quero ser uma desconhecida.
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