quarta-feira, 9 de junho de 2010

Depois, outro dia, outro lugar.




"Quando eu te peço pouco, é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer, é porque quero te fazer lembrar de tudo que passou

Quando eu te digo que não penso, é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder, é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou."
Esteban - Segunda-Feira.


domingo, 6 de junho de 2010

Petúnias no Jardim.

Sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu li tantos livros nesses últimos dias, as palavras que eu digo nem minhas são mais. Mas o que se passa aqui dentro não é plágio de ninguém. Porque o que se passa aqui dentro, é quase nada perto de alguém.

É dor, é pena, é um sofrimento que não é meu. É repetir a mesma ação em um lugar, onde as horas do dia demoram pra passar. É ver a rotina maltratando, refletida nos olhos de quem menos merece.... Os remédios na gaveta, as bitucas de cigarro, que a essa casa não pertencem.

A loucura atingindo entes queridos.
E o que resta para ser feito? Pagar os pecados desta vida, olhando pelo outro, ora, isso só alivia a consciência daquele que algo deve.

Tristeza.

É angustiante, dolorido, sentir-se impotente, incapaz. Olhar a Morte atravessar a sala de estar, sentar-se à beira do leito, tomar um café amargo. Enquanto a nós, anfitriões de uma visita indesejada, nada nos resta. Além de nos conformarmos que, quando Ela for embora, destruirá o jardim.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Meio Muda

E o meio do ano chega, mais uma vez, estou igual. Meu nome é o mesmo, a cor dos meus olhos também, minhas mãos, bem, estão frias por causa do vento.

Meu nome é o mesmo, e eu moro na mesma casa que, há dois anos atrás, era novidade para mim. Eu cheguei no verão, e agora já é inverno e vejo algumas flores, umas roxas, outras amarelas ou brancas, florescerem.
Mas em mim, nada além nasceu...

Meus olhos são os mesmos, e o céu à noite é festejado. Sobe, pelo fogo, o balão, e as crianças pulam e correm desejando voar, assim da mesma forma, andar nas nuvens de algodão.... E o balão, termina como qualquer juventude transviada, queimando uma casa e morrendo, quilômetros de distância do seu auge.

É meio do ano, dividindo o tempo em dois, mas não meu sonho, que é o mesmo de dois anos atrás, e nem afastando meus planos. Nunca gostei do balão. Eu gosto do fogo. Da chama que arde e ilumina. Que aquece o corpo, mas não amolece o coração.

Mas enfim... meu coração mudou. Dessa vez mudou, ele não é mais meu, e habita outra casa, está em outro bolso.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Abril

Veio como uma tempestade de verão
Inundou minha casa
E afundou meu coração.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tardes de filme e pipoca.

E bate aquela vontade de voltar,
Lembrar que ainda existe a saudade.
Antes a ausência bem vivida que a presença desconhecida
E antes sorrir lembrando
Que chorar se arrependendo.

Antes o clichê esperado que um final trágico
Um beijo bem dado
Um abraço apertado
E as mãos se tocando, por baixo do cobertor

Na sala de estar, onde continuam as mesmas coisas
E diante de tantas cenas na tela
É fácil lembrar das cenas vividas

Algo ocorrido que deixa saudade.
Deixa lembrança de fotografia
Uma boa iluminação e lentes míopes, eu tenho meu próprio filme
Embaçado e encharcado, porém meu.

Me passa o refrigerante agora, que a pipoca me deu sede.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ano de eleição

É andar por essa cidade e ver o futuro que eu não quero ter. É ver a vida comum se realizando, a chuva caindo, no restaurante alguém de talento atendendo e alguém medíocre sendo atendido.
A vida é injusta.

A chuva caía cada vez mais, e os carros se acumulavam. É puro carbono aquela cidade, é lixo, é fumaça, é cigarro, é gente morrendo. Tem algo errado e é difícil de ignorar. As pessoas passam por cima das verdades inconvenientes e vanglorizam aqueles que menos merecem.

Nossos heróis são aidéticos, pervertidos, viciados, mentirosos e ladrões. Meus amigos são bichas, pobres, drogados, nômades. E eu não vejo maldade neles, eles são vítimas e eu não posso culpá-los por seus pecados carnais. Os humanos erram e devem assumir seus erros. Eu admiro quem fala a verdade sobre si.

Admiração somente. Porque até eu não sou totalmente verdadeira sobre mim.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Errado

Duas semanas vagas, e meu coração ocupado
Meu pensamento longe, mas a cabeça no lugar
Antes sorria sem motivo, agora o choro é motivado
Duas semanas nada, e meu coração preocupado.